Storytelling ou storyselling?

Storytelling ou storyselling?

O storytelling no design gráfico vai além de apenas transmitir informações visuais. Ele cria uma conexão emocional entre a marca e o público, estabelecendo uma narrativa que facilita sua fidelização. Através de uma boa história, ele reflete os valores de uma marca de forma consistente, fazendo com que se destaque da concorrência.

Todavia, muitas marcas utilizam narrativas que não refletem a realidade de seus produtos. Embora esse tipo de prática possa gerar lucros a curto prazo, ela resulta em sérias consequências, como a perda de confiança e reputação no mercado.

Recentemente, houve o caso da Tânia Bulhões, onde descobriu-se que sua produção não era feita no Brasil, mas sim, importada. Toda a história da “exuberância da natureza das antigas fazendas de Minas Gerais” era uma farsa.

Outro caso conhecido foi o da marca Diletto. A empresa dizia que a receita dos sorvetes artesanais havia sido criada pelo avô de um dos fundadores. Segundo o storytelling, o “nonno” era da região de Vêneto e fazia sorvetes desde 1922, até ter que abandonar o negócio na Segunda Guerra Mundial, e migrar para São Paulo. Nada disso aconteceu. O avô até era italiano, mas chegou no Brasil com apenas 3 anos de idade.

RESULTADO DA MENTIRA: as vendas despencaram e o produto sumiu das prateleiras.

Fica a lição: construir um storytelling baseado em mentiras só para cativar o público é um tiro no pé. Um branding tem que ser verdadeiro, tem que ter a essência da marca. E não há problema em não ter uma história linda, de superação por trás da sua marca. Só o fato de ter uma já é um baita orgulho, não acha?


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